domingo, maio 02, 2010
O PEC
As tasquinhas
sábado, março 27, 2010
A Frase Escondida
sábado, abril 04, 2009
Cada um dá-lhe o nome que quer

Desculpem a minha ignorância
Que eu confesso o meu pecado
Nunca pensei que o dinheiro
Tivesse que ser lavado
Mas ser lavado porque?
Escapa-me algum pormenor!
Porque o dinheiro para mim
Só se lava com o suor
Não deve ser coisa boa
Se fosse, eu já sabia
Como é que se fica rico
Assim da noite pró dia?
Dê ele as voltas que der
seja bem ou mal lavado,
Cá p'ra mim tem outro nome
Não deixa de ser ROUBADO
sábado, fevereiro 28, 2009
Novos trabalhos
domingo, fevereiro 15, 2009
Doce recordação
Tu foste sempre o meu melhor amigo
Tudo o que sei eu aprendi contigo
Tu foste um farol no meu caminho
Teus conselhos ficaram no meu ouvido
A vida sem amor não faz sentido
Por isso me deste tanto carinho

Lembro-me daqueles dias
Quando comigo saías
E me levavas pela mão
Dos carinhos que me davas
Quando comigo brincavas
E me davas atenção
Tenho saudades do tempo
Em que aguardava o momento
Com um sorriso na boca
Quando à noite eu esperava
P'lo beijo que o pai me dava
Ao aconchegar-me a roupa
As canções que me cantavas
As historias que me contavas
Para eu adormecer
Contigo não tinha medo
Eu sonhava em segredo
Era feliz sem saber
És a razão do meu ser
Ensinaste-me a viver
Estiveste sempre ao meu lado
Eu sempre gostei de ti
Mas quanto mais eu vivi
Mais te tenho admirado
sábado, janeiro 17, 2009
A POESIA QUE EU GOSTO

A poesia é uma porta
Que se abre ao pensamento
É como fechar os olhos
E voar nas asas do vento
Pode levar-me tão longe
Faz-me sentir tão feliz
Não preciso de passaporte
Entro em qualquer país
A poesia não se aprende
Ou se gosta ou se odeia
Quando prende o coração
Fica como uma cadeia
Que me prende os pés ao chão
Como a planta com raiz
E cresse no meu coração
Para me fazer feliz
Leva-me a onde eu quiser
Vejo as coisas com amor
São os meus sonhos secretos
A que só eu sei dar valor
sábado, novembro 08, 2008
O princípio da reciclagem
De São Pedro e a ferradura
Desde que o mundo é mundo
Que a vida sempre foi dura
Não foi por acaso que Jesus
Chamou Pedro à atenção
E lhe mandou apanhar
Uma ferradura do chão
Está velha, respondeu Pedro
E já não serve para nada
Jesus baixou-se apanhou-a
Para depois ser reciclada
Com o dinheiro, comprou cerejas
Que no seu bolso guardou
São Pedro ficou aflito
Quando a sede o apertou
Quando Jesus percebeu
De quanto o Pedro sofria
Lá foi espalhando as cerejas
Que ele apanhava e comia
Na ultima voltou-se e disse
Para pensar bem no que fez
Se apanhasses a ferradura?
Só te baixavas uma vez!
Pode ser só uma metáfora
Ou simplesmente miragem
Mas foi o primeiro homem
Que pensou na reciclagem
sábado, julho 12, 2008
sábado, fevereiro 09, 2008
QUEM É A LEI ?
Os meninos da ASAE
Estão a deixar-me intrigada
Ou a lei está mal feita
Ou é mal executada.
Passam tudo a pente fino
Não sei que tanto farejão
Até posso vender tudo!
Só preciso é que não vejam!
Tem que deitar isto fora;
Por quê? se não está estragado!
Ou eu cheguei na hora certa!
Ou estava no sitio errado?
E lá levarão o presunto
Que o dono tinha comprado
Eu gostava de ajudar à festa!
Só que eu não fui convidado!
Se querem mesmo trabalhar
Comecem p'lo sitio certo
Descargas que matam tudo!
Esgotos a céu aberto?
Deitar bons produtos fora
Só quem não tem coração
E não sabe o que é ouvir
Chorar os filhos sem pão
São ágeis e habilidosos
Pensam que nada lhes escapa
Mas por favor; tenham dó,
São mais papistas que o Papa?
È bom que ninguém se iluda
fica só a intenção
Só pescam arraia miúda
Nunca chegam ao tubarão
Não sei qual é a ideia
Que agora tudo faz mal
Querem ver que já não posso
Comer couves do meu quintal?
Pobreza, chega a que temos
Cada vez mais bate à porta
Deixem lá os pobrezinhos
Comer o que colhem na horta!
Tem que haver regras, e controle
Para saber o que se consome
Mas quem fez leis tão severas
Nunca soube o que era fome?
Com tantos cuidados que há
Não há razão para censura
Mas ninguém fica por cá!
Se não morrer do mal, é da cura!
Afinal quem é a lei?
Não tem rosto, não tem voz:
Se quem a faz, não a cumpre;
O que é que esperam de nós?
terça-feira, maio 01, 2007
A Bola
Da venda do ser humano
O mercado agora é livre
Está aberto todo o ano
Só lhe mudaram o nome
Para não haver tanto impasse
E já não compram um escravo!
Apenas compram um passe?
Tão bem mudou a condição
Como agora são tratados
Mas nunca se sabe ao certo
Por quanto foram comprados?
É triste, mas é verdade
Esta de comprar contratos!
É que compram as pessoas
Como quem compra macacos?
E a chicotada psicológica?
Hoje em nada é parecida
Com a chibata da senzala
Que a tantos tirou a vida?
Quem comprou muitos escravos
Foram os Reis do café
Mas quem ficou mais famoso
No Brasil foi o Pélé?
E não cultivou café!
No Brasil, nem em Angola
É famoso por saber
Dar bons pontapés na bola!
Portugal também foi longe
E ainda hoje é lembrado
Por Eusébio, o pantera negra
E Amália, a diva do fado
A bola, em primeiro plano
É sempre o prato do dia
E se não houvesse bola?
De que é que se falaria?
Novelas, cafés e bola
E toda a gente é feliz
É por aqui que se vê
A cultura dum País!
Isabel Gaudêncio
sábado, março 17, 2007
Um Hino à Serra da Estrela
de louvor à Natureza
Bem-haja a quem a criou
A quem lhe deu tal riqueza
Com a Serra da Estrela imponente
Que deslumbra o nosso olhar
Nunca ficou indiferente
Quem já nos veio visitar
Na primavera é mais bela
Toda coberta de flores
Mais parece uma aguarela
Que alguém estendeu à janela
Feita por muitos "Pintores"
No verão é deslumbrante
Mais parece um Paraíso
E oferece sempre com graça
Água fresca a quem passa
Sempre com o mesmo sorriso
No Outono é um mistério
Que ainda esta por desvendar
Cobre-se de neblina
Como quem corre uma cortina
E não nos deixa espreitar
No Inverno muda de cor
Mas nunca perde o encanto
E mostra-se tão formosa
Como uma noiva vaidosa
Toda vestida de branco
Isabel Gaudêncio
sexta-feira, dezembro 29, 2006
O Natal da minha infância
Recordo com alegria
Com paz amor e carinho
E o pão de cada dia
Tinha sempre a porta aberta
A lareira sempre acesa
Para quem tivesse fome
Tinha sempre o pão na mesa
Eu não tinha sapatinho
Eu não tinha chaminé
Tinha alguem que me falava
De Jesus de Nazaré
Hoje o Natal é diferente
Que se passou afinal
No lugar do Deus menino
Encontrei um Pai Natal
Encontrei casas mais ricas
Cheias de côr e de luz
Muitos brinquedos e prendas
Mas não falam de Jesus
Isabel Gaudêncio
domingo, maio 07, 2006
Os Olhos da Minha Mãe
Parecem dois peregrinos
Caminham à minha frente
A iluminar meus caminhos
Os caminhos que eu percorro
Já tu os sabes de cor
Foi neles que tu escreveste
A tua história de amor
Teus olhos dizem-me tudo
Mesmo que fiques calada
São o meu porto de abrigo
Da partida e à chegada
Teus olhos são como as estrelas
Que guiam os marinheiros
A qualquer porto onde eu chego
Teus olhos são os primeiros
Quando vem a tempestade
Eu procuro teu olhar
As tuas mãos minha mãe
Não me deixam naufragar
Isabel Gaudêncio
sexta-feira, abril 14, 2006
domingo, março 19, 2006
Dia do Pai
hoje é o teu dia
vamos festejá-lo
com alegria
Mereces ter
a prenda mais bela
se eu chegasse ao Céu
colhia-te uma estrela
Sou pequenina
não chego lá
dou-te um beijinho
querido papá
Isabel Gaudêncio
domingo, fevereiro 26, 2006
Hino à Beira Interior
Tu és a mais bela
Tu és um encanto
Teu sorriso terno
Quando no Inverno
Te vestes de Branco
Ó Beira vaidosa
Tu és tão formosa
P'lo queijo da Serra
Vem nos visitar
Que vais adorar
Ver a nossa terra
A Guarda é mais alta
Mas nunca lhe falta
Motivos de Fé
De pedra vestida
A todos convida
Visitar a Sé
Linda Covilhã
Tu teces a lã
Ó nobre cidade
Tu formas doutores
São os teus amores
Universidade
Toda a gente gosta
Ver a tua mostra
Feira do Fundão
Castanhas e vinho
Pelo S. Martinho
Cerejas no Verão
Ó Cova da Beira
Não há quem não queira
Ver este recanto
Tu mandas recados
Com os teus bordados
Ó Castelo Branco
Ó Beira Interior
Tu és um amor
Mas és tão esquecida
Diz-me o coração
Por alguma razão
Que alguém lhe dá vida
Fiz tudo por ti
Nunca te esqueci
Ó Beira adorada
Só nas eleições
Há sempre razões
Para ser lembrada
Isabel Gaudêncio
segunda-feira, janeiro 30, 2006
Um pedido ao S. Aleixo*
Mas também és nosso guia
E talvez sem tu saberes
És dono de um centro de dia
É um centro bem bonito
Que tem dado que falar
Só não se arranja dinheiro
Para o poder acabar
Queremos fazer uma festa
Para o centro inaugurar
A única esperança que resta
É que venhas ajudar
Santo Aleixo eu só procuro
Por onde é que tens andado
Tira-nos lá deste apuro
Porque isto está complicado
Santo Aleixo tem cuidado
Vê lá bem aonde te metes
Olha que sem haver ovos
Não se fazem omeletes
Santo Aleixo és nosso amigo
Não nos vais deixar na mão
Para se acabar a obra
Dá lá só um empurrão
* Padroeiro de Unhais da Serra
Isabel Gaudêncio
Tudo por amor à Pátria
Invejam o meu dinheiro
Mas não sabem o trabalho
Que dá chegar ao poleiro
Não é fácil, não senhor
Beijar tantas malcheirosas
Apertar tantas mãos sujas
E abraçar crianças ranhosas
Tenho de estar preparado
Para qualquer coisa que surja
Mas o maior mau bocado
É lavar a roupa suja
Para entrar no mercado
Preciso ter nervos de aço
As peixeiras põem ao sol
Tudo quanto digo e faço
Sorriso de orelha a orelha
Falar até ficar rouco
De tudo quanto prometo
Tudo lhes parece pouco
Lá vou comer sem ter fome
E os almoços não são baratos
Muitas vezes há sobremesa
Tenho de engolir alguns sapos
Mas ser político é um dom
De quem tem bom coração
Faz todos os sacrifícios
Sempre a favor da Nação
Quer seja uma tartaruga
Um caracol ou uma lesma
Só mudam as posições
A bicharada é a mesma
Isabel Gaudêncio
segunda-feira, janeiro 23, 2006
Despedida e Boas Vindas
Fez coisas boas e más
Festeja-se o que nasceu
Vamos ver o que nos traz
Aumentos já nós sabemos
Já foram anunciados
Só não são nada de acordo
Com os pequenos ordenados
A distribuição está mal feita
Mas também sempre assim foi
Aos pequenos não chega a um bife
Aos ricos passa de um boi
Mas o mal já vem de longe
Já dizia a minha mãe
Que o pobre só sente o frio
Conforme a roupa que tem
Já tem a sentença lida
Quer se porte bem ou mal
No fim de um ano de vida
Tem sempre o mesmo final
Isabel Gaudêncio








